domingo, 16 de março de 2014

Música que inspirou o Roberto Bolaños

Roberto Gómez Bolaños (O Chaves) compôs "Boa Noite Vizinhança" inspirado em uma canção dos Beatles chamada "Good Night". Segue música para comparação:

 The Beatles - Good Night



Chaves - Boa Noite Vizinhança

sábado, 15 de março de 2014

Por que nós temos unhas?

Artigo de beleza para as mulheres, palheta de violão ou guitarra para os músicos e para alguns até mesmo uma arma. Todas estas utilidades, no entanto, não são a razão pela qual os seres humanos possuem as coberturas ricas em queratina na ponta de nossos dedos. “Nós temos unhas porque somos primatas”, disse John Hawks, antropólogo biológico na Universidade de Wisconsin-Madison.


As unhas são uma das características que distinguem os primatas, incluindo seres humanos, de outros mamíferos. Essencialmente, nossas unhas são formas achatadas de garras. “A maioria dos mamíferos têm garras. Eles as utilizam para agarrar, escalar, arranhar e cavar buracos”, concluiu Hawks.

Os cientistas suspeitam que os primatas perderam suas garras para ajudar na locomoção. Enquanto o fato de possuir garras teria fornecido uma excelente aderência, possuída por outros mamíferos, elas teriam sido um incômodo para quando nossos antepassados tentassem agarrar alguma coisa.

Cerca de 2,5 milhões de anos atrás, evidências fósseis sugerem que os primeiros seres humanos utilizavam ferramentas de pedra. Neste mesmo tempo, nossos ancestrais também começaram a desenvolver dedos mais amplos. Se as unhas são uma adaptação para ajudar a apoiar os dedos mais largos, ou é um efeito colateral da perda de garras, ainda não está claro, segundo Hawks.

Outra utilidade para as unhas: Elas servem como uma ‘propaganda visual’ da saúde de uma pessoa. Por exemplo, a desnutrição pode alterar a coloração das unhas, enquanto pequenos buracos pode sinalizar psoríase.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Traste zero

Recentemente recebi um violão no qual tinha recebido uma operação cirúrgica pouco adequada. Trocaram a pestana de um violão com traste zero. Contudo, quem trocou a pestana sinceramente não percebia absolutamente nada de violão. Algumas cordas pousavam no traste zero e outras sobre a pestana. Absoluto disparate. O violão usando cordas não ideais jamais dava afinação. Mas para quem não sabe a que nos referimos vai uma explicação: Traste zero é um traste colocado depois da pestana, desempenhando uma das funções: apoiar as cordas na distância correta sobre os outros trastes ao longo do braço do instrumento. Contudo, outra pestana é necessária para estabelecer o espaçamento correto entre as cordas. Num instrumento com traste zero, o som de uma corda aberta (não pressionada em nenhum traste) é mais próximo do som de uma corda pressionada, comparando-se com um instrumento sem traste zero.


Este é um artigo que está em desuso. Contudo, o traste zero pode valorizar um violão.
Considero que as suas vantagens são as seguintes:

Ele (o traste zero) garante que a altura das cordas na parte do headstock esteja correta.

Garante que o timbre e o sustain da corda solta seja o mesmo que o obtido com a corda pressionada em qualquer traste.

O custo da colocação de um traste a mais justifica o custo de ajustar a altura corda a corda numa pestana, o que é demorado.

Usando um traste zero, a altura das cordas já fica automaticamente correcta no headstock, agregando valor por dois motivos: Fica perfeito de forma rápida, além de uniformizar o timbre.

Então questionamo-nos: Porque é que a maioria dos violões não conta com traste zero se ao que parece só temos benefícios?

Bem, diz-se que o traste zero foi “abolido” pelas indústrias de instrumentos, principalmente nas de grande escala pelo facto de que uma irregularidade no braço (empenado) ou nos trastes (desnivelados) aparecer com mais clareza em instrumentos que tenham o traste zero. Mas nem por isso é um defeito de usar traste zero.

O defeito está noutro lugar. Porque é que com uma pestana estes problemas não são tão perceptíveis? Simples, podemos observar que a pestana de muitos instrumentos nas lojas está muito alta, acima do ideal, dai que estas falhas não sejam tão perceptíveis como no traste zero. Outro motivo que não podemos descartar é a estética e a arquitectura do instrumento, onde há casos que esse tipo de traste não é ideal, pelo facto da baixa angulação da corda em relação ao headstock.


Sobre o violão que reparamos, o nosso cliente ficou feliz da vida. O seu violão estava como novo, e com a ponte móvel o setup foi uma coisa fácil de se fazer.