O corte de cabelo raspado do lado, ou sidecut, ganhou o público e muitas mulheres estão utilizando esse penteado. Mas o que tem por trás disso tudo?
O corte começou a aparecer nos anos 80 no cenário punk, principalmente em mulheres.
O que poderia ser interpretado como ato de revolta e rebeldia, na verdade revela-se um ato, no início de vergonha, mas depois de superação. O que acontecia é que muitas dessas mulheres que frequentavam grupos de punks, vielas escuras e becos à noite, sofriam de abusos nas mãos de seus companheiros.
Elas sempre estavam em menor número, no meio de vários marmanjos, que muitas vezes drogados, partiam para cima delas para tentar violentá-las. O estupro, como muitos sabem, não é só apenas a penetração sem consentimento. A mulher não fica parada submissa, esperando pelo seu algoz. Então ela sofre lesões por todo o corpo, principalmente nos braços, sem falar das lesões graves nas genitálias.
Mas um ponto especial para manter o domínio sobre a vítima é o cabelo. E nas diversas tentativas de fugir da presa do estuprados, mechas são arrancadas, ferindo até o couro cabeludo. Depois do terrível crime ser cometido, e a mulher ser resguardada por profissionais, no hospital já há um acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
E com resquícios do pensamento feminista herdado dos anos 70, esses agentes sociais decidiram aconselhar estas mulheres a mudar o seu cabelo. Elas, mesmo após esse trágico acontecimento, ainda se identificavam como punks, e não iriam querer perder a sua identidade. Como solução, os psicólogos aconselharam-as a cortar o cabelo do lado, para disfarçar as mechas arrancadas do lado mais atingido, e continuando com a aparências agressiva que era o punk.
Muitas e muitas mulheres eram atendidas por esses psicólogos, e muitas saiam de lá com a cabeça erguida e cortada do lado, para enfrentar este mundo sujo. E com a nova onda de feminismo nessa última década, elas decidiram resgatar esse corte em suas pacientes.
Então, se você ver uma amiga sua com o cabelo cortado ao lado, talvez ela seja uma possível vítima de estupro, que merece força e respeito, e não pena.
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quarta-feira, 30 de julho de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
domingo, 16 de março de 2014
Música que inspirou o Roberto Bolaños
Roberto Gómez Bolaños (O Chaves) compôs "Boa Noite Vizinhança" inspirado em uma canção dos Beatles chamada "Good Night".
Segue música para comparação:
The Beatles - Good Night
Chaves - Boa Noite Vizinhança
The Beatles - Good Night
Chaves - Boa Noite Vizinhança
sábado, 15 de março de 2014
Por que nós temos unhas?
Artigo de beleza para as mulheres, palheta de violão ou guitarra para os músicos e para alguns até mesmo uma arma. Todas estas utilidades, no entanto, não são a razão pela qual os seres humanos possuem as coberturas ricas em queratina na ponta de nossos dedos. “Nós temos unhas porque somos primatas”, disse John Hawks, antropólogo biológico na Universidade de Wisconsin-Madison.
As unhas são uma das características que distinguem os primatas, incluindo seres humanos, de outros mamíferos. Essencialmente, nossas unhas são formas achatadas de garras. “A maioria dos mamíferos têm garras. Eles as utilizam para agarrar, escalar, arranhar e cavar buracos”, concluiu Hawks.
Os cientistas suspeitam que os primatas perderam suas garras para ajudar na locomoção. Enquanto o fato de possuir garras teria fornecido uma excelente aderência, possuída por outros mamíferos, elas teriam sido um incômodo para quando nossos antepassados tentassem agarrar alguma coisa.
Cerca de 2,5 milhões de anos atrás, evidências fósseis sugerem que os primeiros seres humanos utilizavam ferramentas de pedra. Neste mesmo tempo, nossos ancestrais também começaram a desenvolver dedos mais amplos. Se as unhas são uma adaptação para ajudar a apoiar os dedos mais largos, ou é um efeito colateral da perda de garras, ainda não está claro, segundo Hawks.
Outra utilidade para as unhas: Elas servem como uma ‘propaganda visual’ da saúde de uma pessoa. Por exemplo, a desnutrição pode alterar a coloração das unhas, enquanto pequenos buracos pode sinalizar psoríase.
As unhas são uma das características que distinguem os primatas, incluindo seres humanos, de outros mamíferos. Essencialmente, nossas unhas são formas achatadas de garras. “A maioria dos mamíferos têm garras. Eles as utilizam para agarrar, escalar, arranhar e cavar buracos”, concluiu Hawks.
Os cientistas suspeitam que os primatas perderam suas garras para ajudar na locomoção. Enquanto o fato de possuir garras teria fornecido uma excelente aderência, possuída por outros mamíferos, elas teriam sido um incômodo para quando nossos antepassados tentassem agarrar alguma coisa.
Cerca de 2,5 milhões de anos atrás, evidências fósseis sugerem que os primeiros seres humanos utilizavam ferramentas de pedra. Neste mesmo tempo, nossos ancestrais também começaram a desenvolver dedos mais amplos. Se as unhas são uma adaptação para ajudar a apoiar os dedos mais largos, ou é um efeito colateral da perda de garras, ainda não está claro, segundo Hawks.
Outra utilidade para as unhas: Elas servem como uma ‘propaganda visual’ da saúde de uma pessoa. Por exemplo, a desnutrição pode alterar a coloração das unhas, enquanto pequenos buracos pode sinalizar psoríase.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Traste zero
Recentemente recebi um violão no qual tinha recebido uma operação cirúrgica pouco adequada. Trocaram a pestana de um violão com traste zero.
Contudo, quem trocou a pestana sinceramente não percebia absolutamente nada de violão. Algumas cordas pousavam no traste zero e outras sobre a pestana. Absoluto disparate. O violão usando cordas não ideais jamais dava afinação.
Mas para quem não sabe a que nos referimos vai uma explicação:
Traste zero é um traste colocado depois da pestana, desempenhando uma das funções: apoiar as cordas na distância correta sobre os outros trastes ao longo do braço do instrumento. Contudo, outra pestana é necessária para estabelecer o espaçamento correto entre as cordas.
Num instrumento com traste zero, o som de uma corda aberta (não pressionada em nenhum traste) é mais próximo do som de uma corda pressionada, comparando-se com um instrumento sem traste zero.
Este é um artigo que está em desuso. Contudo, o traste zero pode valorizar um violão.
Considero que as suas vantagens são as seguintes:
Ele (o traste zero) garante que a altura das cordas na parte do headstock esteja correta.
Garante que o timbre e o sustain da corda solta seja o mesmo que o obtido com a corda pressionada em qualquer traste.
O custo da colocação de um traste a mais justifica o custo de ajustar a altura corda a corda numa pestana, o que é demorado.
Usando um traste zero, a altura das cordas já fica automaticamente correcta no headstock, agregando valor por dois motivos: Fica perfeito de forma rápida, além de uniformizar o timbre.
Então questionamo-nos: Porque é que a maioria dos violões não conta com traste zero se ao que parece só temos benefícios?
Bem, diz-se que o traste zero foi “abolido” pelas indústrias de instrumentos, principalmente nas de grande escala pelo facto de que uma irregularidade no braço (empenado) ou nos trastes (desnivelados) aparecer com mais clareza em instrumentos que tenham o traste zero. Mas nem por isso é um defeito de usar traste zero.
O defeito está noutro lugar. Porque é que com uma pestana estes problemas não são tão perceptíveis? Simples, podemos observar que a pestana de muitos instrumentos nas lojas está muito alta, acima do ideal, dai que estas falhas não sejam tão perceptíveis como no traste zero. Outro motivo que não podemos descartar é a estética e a arquitectura do instrumento, onde há casos que esse tipo de traste não é ideal, pelo facto da baixa angulação da corda em relação ao headstock.
Sobre o violão que reparamos, o nosso cliente ficou feliz da vida. O seu violão estava como novo, e com a ponte móvel o setup foi uma coisa fácil de se fazer.
Este é um artigo que está em desuso. Contudo, o traste zero pode valorizar um violão.
Considero que as suas vantagens são as seguintes:
Ele (o traste zero) garante que a altura das cordas na parte do headstock esteja correta.
Garante que o timbre e o sustain da corda solta seja o mesmo que o obtido com a corda pressionada em qualquer traste.
O custo da colocação de um traste a mais justifica o custo de ajustar a altura corda a corda numa pestana, o que é demorado.
Usando um traste zero, a altura das cordas já fica automaticamente correcta no headstock, agregando valor por dois motivos: Fica perfeito de forma rápida, além de uniformizar o timbre.
Então questionamo-nos: Porque é que a maioria dos violões não conta com traste zero se ao que parece só temos benefícios?
Bem, diz-se que o traste zero foi “abolido” pelas indústrias de instrumentos, principalmente nas de grande escala pelo facto de que uma irregularidade no braço (empenado) ou nos trastes (desnivelados) aparecer com mais clareza em instrumentos que tenham o traste zero. Mas nem por isso é um defeito de usar traste zero.
O defeito está noutro lugar. Porque é que com uma pestana estes problemas não são tão perceptíveis? Simples, podemos observar que a pestana de muitos instrumentos nas lojas está muito alta, acima do ideal, dai que estas falhas não sejam tão perceptíveis como no traste zero. Outro motivo que não podemos descartar é a estética e a arquitectura do instrumento, onde há casos que esse tipo de traste não é ideal, pelo facto da baixa angulação da corda em relação ao headstock.
Sobre o violão que reparamos, o nosso cliente ficou feliz da vida. O seu violão estava como novo, e com a ponte móvel o setup foi uma coisa fácil de se fazer.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
sábado, 16 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
sábado, 2 de novembro de 2013
Angra dos Reis do arranjo a letra
Para mim essa é a canção mais triste da Legião Urbana. Começando pela letra em seguida passando pelo arranjo. Toda a proposta dela é depressiva demais.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
domingo, 6 de outubro de 2013
sábado, 5 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Tensor: o que é, e como age esse danado?
Muito se fala no tensor, mas muito pouco se mostra e se vê. Baseado nisso decidi criar essa postagem mostrando como é esse bendito tensor e como ele funciona. O ilustrado acima é um tensor de ação dupla.
Essa é uma regra universal para a ação do giro do tensor.
Pronto agora com o tensor ajustado o espaço que deve ficar entre a corda e o traste após o ajuste é esse ilustrado na imagem que é equivalente a 1 milímetro no oitavo traste pressionando a corda E grave no primeiro e no último traste. Na maioria das vezes você consegue esse espaço deixando o tensor concavo, mas existem casos específicos em que o ajuste só fica perfeito no ângulo convexo, há casos ainda que esse espaço aparece na posição neutra. O ajuste do tensor é relativamente simples e pode ser feita em casa com a chave especifica para isso. A única coisa que deve ser levado em conta é: encontrou resistência para girar pare, isso significa que o tensor alcançou o aperto máximo e se prosseguir poderá espanar a rosca ou quebrar a barra do tensor.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Ajustando altura de cordas da Stratocaster
Vídeo muito rico em detalhes, regulagem de saddles e tudo mais.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Mensagem subliminar em É de Lágrimas
Olá amigos. Imagino que dentre nós deve haver fãs de Los Hermanos e também entusiastas de mensagens ocultas em canções. Sempre que posso e tenho tempo livre analiso algumas músicas de vários artistas para ver se acho alguma mensagem desse tipo. E em um dia desses descobri uma na última faixa do último álbum dos Hermanos. Procurei no Google para ver se existia alguma menção a isso e não encontrei nada.
A mensagem está na música É de Lágrima.
Na parte em que ele diz: “Que faço o mar pra navegar”.
Rodado no reverse fica: “Devagar vamos ao fim”.
Lembrando que esse foi o último álbum de estúdio deles.
O que acham?
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Como ajustar o nut do instrumento em casa
Para fazer esse ajuste você vai precisar de alicate de qualquer tipo e uma corda E (mizão) de violão ou guitarra.
Acima um close no que usaremos. Usei um encordoamento 0.11 bronze de violão. Aproveitando para lembrar que esse ajuste é apenas um quebra galho, caso seu nut esteja muito desgastado e precise ganhar alguma altura urgente. E servirá enquanto você não leva o seu instrumento em um Luthier. Lembrando que em muitas cidades do nosso Brasil não temos Luthier, então muitas vezes é preciso fazer ajustes caseiros por conta própria.
Esse ajuste é um dos mais eficientes e simples de se fazer. Não tem como errar. Com a corda imitaremos a função de um traste zero no instrumento. Mãos à obra. Meça o tamanho da corda que deverá ser cortado. Imagem acima.
Corte a medida usando o alicate.
Coloque o pedaço cortado já na medida embaixo das outras cordas e arraste até chegar no nut. Se for necessário pode usar a parte de cima de um lápis para ajudar a chegar até ficar rente ao nut.
O resultado final é esse.
Essa medida já garante que as cordas não trastejem nas primeiras casas. Quando esse procedimento for feito em baixo elétrico e guitarra é recomendável que se faça o ajuste das oitavas na ponte do instrumento. Para quem usa alavanca de tremolo isso também servirá para preservar o nut.
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